terça-feira, junho 28, 2016

I'd like that

"Faça tudo que tiver vontade". 
Não tenho dúvidas de que isso é a coisa mais difícil e mais incrível que alguém possa fazer. Vamos deixar logo bem claro que não estamos tratando de comprar coisas e sim de ser quem és. Ser tua versão crua, a que quase ninguém conhece. Tua versão mais simples e mais insuportável. A que escolhe passar o sábado deitada na cama porquê não ver mais graça em balada. A que se apaixona por alguém, vai lá e faz acontecer. A que não tem vergonha de ler livros ditos "modinha". A que faz faculdade de dança. A que esculta Sandy e Júnior no volume mais alto. 

O lado bom de viver a vida assim é justamente esse: VIVER! Aliás, deve ser né? Eu particularmente nunca tive o prazer de fazer exatamente tudo que quis, nem sei se conseguiria lidar com a pressão de escolher o que fazer no dia seguinte sem me preocupar com as consequências. 

Às vezes me pego imaginando como deve ser as pessoas que escolheram viver assim... Será que elas se arrependem de algo? Será que poder escolher o que fazer com sua vida é assim tão maravilhoso? 

sábado, janeiro 23, 2016

Carta a um antigo amor

Às vezes sinto vontade de te ligar. Mesmo lembrando tudo que passamos juntos, a saudade vez ou outra bate. Eu devo ter apagado seletivamente as coisas ruins que nos aconteceram e minha mente estúpida cisma em me lembrar somente o quanto te amei. 

Amei como se nunca fosse precisar olhar para outra pessoa na vida. Te quis da forma mais inocente possível. Fiquei completamente imersa em nosso mundinho e de lá eu não conseguia enxergar um terço da verdade. Não conseguia ou apenas não queria acordar do que me parecia ser o mais tranquilo dos sonhos. Você foi a pessoa a quem confiei segredos, sonhos e desejos. Meus medos fiz questão de guarda-los em uma caixinha e a esconder muito bem de mim mesma. 

Tu não tinha o direito de desvendar minhas mais profundas camadas e sair ileso me deixando exposta dessa forma. A dor física que senti me impediu por dias de me recompor. Precisei de ajuda e não poderia pedir a sua. Não poder te ligar, nem mandar mensagem, muito menos aparecer inesperadamente a sua porta me correu por dentro. Ainda corrói. Ainda dói. 

Não me sinto cem por cento bem, mas não tenho mais pedaços meus espalhados pela casa. Juntei todos, aos poucos, e agora posso enxergar as coisas de outro modo. Sei que estamos em páginas completamente diferentes agora e tudo que sinto não faz a menor diferença para você, mas te desejo do fundo do coração que tu sejas capaz de encontrar a paz que tanto procura. Que nos braços de outra pessoa tu consiga realizar teus sonhos. Que goste de acordar ao lado dela. E que mande flores em dias normais. 

Esta carta servirá também para te agradecer por tudo que me fez passar. Obrigado por ter me mostrado o tipo de cara que não devo gostar, por ter ajudado a me descobrir e, principalmente, por ter saído tão cedo da minha vida.

Com amor,



Alice.

domingo, agosto 24, 2014

Dos relacionamentos que tive

Não me envergonho nem me arrependo de nenhum. Talvez aquele de escola eu poderia ter passado sem, não que tenha sido ruim, só não me acrescentou nada. Gosto, basicamente, de me relacionar para conhecer a pessoa. Sim, entro em relacionamentos amorosos apenas  para analisar as pessoas. 

Uma vez namorei um cara e esse foi meu relacionamento mais longo/complicado/intenso e quando olho pra trás vejo o tipo de pessoa que odeio. Odeio pode soar forte pra ti, mas é o que realmente sinto. Não por ele! E sim por aquele tipo de gente. Por ele não sinto nem pena. Ele é/era romântico demais, atencioso demais, ciumento demais, mentiroso demais e no fim foi demais pra mim. Longos cinco anos e hoje em dia não consigo lembrar de inúmeros acontecimentos daquela época, alguns comentados recentemente pela minha mãe inclusive, estranho né? Parece que minha memória seletiva o excluiu. Depois dele passei a não gostar mais de gente melosa ou romântica. Trauma! E não me venha com aquele clichê de "ah você não pode julgar ninguém..." eu quero e vou sim julgar.

Mas o pior não foi nada disso, depois que terminamos foi que, com perdão da palavra, a porra ficou séria. O drama era o de menos, a perseguição emocional que me incomodava. Além da culpa que ele displicentemente jogou pra cima de mim como se tudo de ruim que acontecesse com ele dali em diante seria por minha causa. Tivemos inúmeros suicídios agendados por ele. Preciso mencionar que nenhum realmente ocorreu? E que hoje em dia ele continua vivinho da Silva andando por aí? Preguiça de gente assim! 

Não tenho mais tempo pra esse tipo de relacionamento. Gosto de gente que me traz paz, me deixa de bem com a vida e que não precise demais de mim. Que vez ou outra apareça sem avisar, que me leve pra passear e que não me ligue no dia seguinte. Gosto de ter saudade. Não cobro para não ser cobrada. Tenho ciúme até de troca de olhares, mas quem precisa saber? Sou simples e direta, não dou voltas para não me perder e não me venha com joguinhos do tipo "vou demorar para responder" porque meu mal é falta de paciência.